— Sr. Nelson Pereira, 59 anos, aposentado, Curitiba/PR"Eu tinha 58 anos quando comprei o livro.
Vou ser honesto: tive vergonha. Achei que meus dedos não obedeceriam mais. Achei que ia comprar, deixar guardado, e mais tarde ia ser só mais um troço pra minha esposa jogar fora quando eu morresse.
No 4º dia, sentei no teclado da sala. Aquele que ficava encostado, pegando poeira, há uns 15 anos.
Abri o livro no capítulo do Dia 4. Segui as instruções.
E toquei Parabéns Pra Você inteira. Com as duas mãos. Sem errar.
Minha esposa entrou correndo na sala. Chorou. Não soube o que dizer.
Eu também chorei. Mas chorei diferente. Era um choro de quem ganhou de volta uma coisa que tinha desistido há décadas.
Hoje, com 59 anos, eu toco em todos os aniversários da família. Meus netos pedem. Minha mãe — ela tem 84 — sentou perto de mim no Natal passado e disse: 'Filho, eu sempre quis te ver tocar.'
O que eu mais queria que alguém tivesse me dito 30 anos atrás?
Que nunca era tarde."


















